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Black Friday 2026 é em 27 de novembro: como se preparar sem cair em golpe

Faltam pouco mais de quatro semanas. Procons e Idec explicam como checar preço, loja e forma de pagamento.

Celular com loja virtual aberta e um pequeno carrinho de compras sobre a tela
Imagem ilustrativa: compras pela internet Foto: Robbert Noordzij / Flickr · CC BY 2.0

A Black Friday de 2026 cai na sexta-feira, 27 de novembro, um dia depois do feriado americano de Ação de Graças, como manda a tradição. Faltando pouco mais de quatro semanas, a temporada de ofertas antecipadas já começou, e com ela os alertas dos órgãos de defesa do consumidor. A data coincide com o pagamento da primeira parcela do 13º salário, que tem de cair na conta até 30 de novembro, o que aumenta a tentação de gastar por impulso.

O primeiro passo é usar as próximas semanas a seu favor. O Instituto de Defesa de Consumidores (Idec) recomenda começar a pesquisar preços em sites e lojas diferentes com pelo menos duas semanas de antecedência e salvar prints com o preço, o link, o nome da loja, a data e a hora. Assim, fica fácil perceber se o desconto anunciado em novembro é real.

Isso porque um truque antigo continua aparecendo: subir o preço nos meses anteriores para depois anunciar um desconto que só devolve o valor de antes, a famosa metade do dobro. O Idec considera essa prática publicidade enganosa. Em agosto, o Procon de Suzano (SP) fez o mesmo alerta: segundo a diretora do órgão, Daniela Itice, há comerciantes que vendem com um preço em agosto e setembro e o aumentam em outubro e novembro, de modo que o consumidor acaba sem desconto nenhum.

O segundo passo é desconfiar dos links. Segundo o Procon do Paraná, as páginas falsas costumam imitar o site oficial da empresa e chegam por WhatsApp, e-mail ou redes sociais. A orientação é digitar o endereço da loja no navegador em vez de clicar no link recebido. A Fundação Procon-SP mantém uma lista pública de sites que devem ser evitados, com empresas que receberam reclamações e não responderam ou não foram localizadas. Vale consultá-la antes de comprar numa loja desconhecida.

Antes de fechar o pedido, confira se a empresa tem CNPJ, endereço e canal de atendimento, e veja o histórico de reclamações no consumidor.gov.br e no Procon da sua cidade. Preço muito abaixo da média de mercado é sinal de alerta.

A forma de pagamento também diz muito. Segundo o Procon-PR, sites fraudulentos geralmente não aceitam cartão de crédito e pedem apenas boleto ou Pix, meios em que é muito mais difícil recuperar o dinheiro. O Idec recomenda evitar lojas que só aceitam boleto. Pedidos de pagamento para conta de pessoa física também são motivo para desistir.

Se o produto chegar com defeito ou não for o que você esperava, o Código de Defesa do Consumidor garante o direito de arrependimento em compras feitas fora da loja física, como pela internet: são sete dias, a partir do recebimento, para desistir e pedir o dinheiro de volta. Guarde os comprovantes, os prints das ofertas e a nota fiscal.

Por fim, o conselho mais simples é também o mais eficaz: faça uma lista do que você realmente precisa, defina um limite de gastos e lembre que as contas de dezembro e janeiro, como IPVA, IPTU e material escolar, chegam logo depois.

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