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Golpe imita site do governo e cobra Pix para "liberar" saldo de bets

Página falsa pede CPF e mostra valores inventados; Ministério da Fazenda afirma que a devolução não tem taxa

Pessoa mexendo no celular
Imagem ilustrativa: uso do celular Foto: Rawpixel · CC0

Golpistas criaram uma página que imita o portal oficial do governo para a devolução de saldos de apostas e estão cobrando uma "taxa" via Pix para liberar um dinheiro que não existe. O alerta foi publicado na quarta-feira (22) pelo SBT News, com base em informações do Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR). O golpe aproveita a dúvida de milhões de pessoas que tinham saldo em sites de apostas fechados neste mês.

O contexto ajuda a entender por que a fraude pega. Uma medida provisória publicada em 25 de setembro encerrou as operações de apostas on-line abrangidas pela regra. Segundo a Agência Brasil, os sites saíram do ar em 6 de outubro, e os bancos devolveram cerca de R$ 1,3 bilhão a aproximadamente 26,5 milhões de apostadores entre 9 e 14 de outubro, direto na conta usada para fazer os depósitos. Os casos com impedimento passaram para a Caixa Econômica Federal.

A página falsa copia o visual do Brasil sem Bets, o portal oficial, que tem endereço terminado em .gov.br. Ela pede o CPF da vítima e, em seguida, mostra um saldo supostamente disponível para resgate. Os valores são inventados. Para "liberar" o dinheiro, o site exige o pagamento de uma taxa por Pix. Quem paga perde o valor e ainda entrega seus dados pessoais aos criminosos.

Segundo o SBT News, há outra variação: sites clandestinos que copiam a marca de casas de apostas que funcionavam legalmente. As empresas autorizadas usavam o domínio .bet.br, enquanto as cópias aparecem com finais como .net, .bet, .com ou .online. Os links circulam principalmente em grupos de WhatsApp.

Em nota citada pela reportagem, a Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), do Ministério da Fazenda, afirmou que não há previsão de cobrança de taxas para a devolução de valores aos apostadores e que os saldos restantes serão devolvidos exclusivamente pela Caixa. A secretaria orienta a não fazer pagamentos nem passar dados pessoais ou bancários a quem pedir esse tipo de cobrança. Ainda segundo a SPA, as contas usadas pelos golpistas são investigadas e bloqueadas quando identificadas.

Algumas regras simples evitam o prejuízo. Primeiro, nenhuma devolução oficial exige pagamento antecipado, e a própria Agência Brasil reforça que não é preciso pagar nada para receber o saldo. Segundo, confira o endereço do site letra por letra: páginas do governo terminam em .gov.br. Terceiro, desconfie de links recebidos por mensagem, mesmo que pareçam oficiais, e prefira digitar o endereço no navegador.

Antes de confirmar qualquer Pix, o aplicativo do banco mostra o nome de quem vai receber. Se não for um órgão público nem a pessoa ou empresa que você esperava, pare. Para saber se ainda há saldo a receber, acompanhe a conta bancária usada nos depósitos e os canais oficiais da Caixa e do governo.

Quem já caiu no golpe deve procurar o banco de onde saiu o dinheiro o quanto antes e pedir a devolução pelo Mecanismo Especial de Devolução (MED) do Pix. Também vale registrar boletim de ocorrência, que pode ser feito pela internet na maioria dos estados.

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